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foi a Velha Usuária que disse, mas hoje as palavras são minhas também

Talvez você não tenha escolha, talvez a forma do amor seja sempre a de uma esfera – como uma bola de cristal. Ao menos assim se manifesta quando lhe rompem em pedaços, lhe quebram.
Ele, que era só forma.
Estilhaça-me. E não sobram especificidades de esfera. Esfera… Só restam pedaços disformes e estes se fazem apenas função. Destina-se a sangrar quem lhe quebrou, não por raiva nem deliberadamente. É sua forma-função que fatalmente assume.
Ainda julgam-me cruel, porque não sou eu quem sangra. Como se apenas o sangue legitimasse sofrimento.
Acontece que dor do corte é óbvia, carne, é sentir o substancial presente, inquestionável, tão certo quanto é a coagulação.
Quando se é resíduo de algo a sua própria existência não passa da intuição de um passado. A única confirmação de realidade é ter perfurado aquele que o transformou em estilhaço. No pequeno espaço de tempo em que tudo se quebra e o sangue escorre, esquece-se o que é que foi quebrado, pois as partes não podem ter noção do todo.
Vou lhes contar do sofrimento de fazer sangrar.
Quanto mais os cacos perfuram, mais percebem o que não são, que lhes faltam partes. Esse sofrimento, da inconpletude é sua condição de caco, um vazio consciente e incerto, vazio que não consiste em morte. Em suspiros dilacerantes, uma dor que não sangra.

Meu bem,

você já foi embora há algum tempo mas,
somente hoje, consigo te deixar ir.
O tempo caminha diferente, para cada pessoa.
Sei que já me deu o seu tchau, mas, ainda não o fiz.
Sendo assim, está é agora, uma de nossas canções.

Seja muito feliz!
Tenha uma linda vida!
Vá pela sombra,
não esqueça nunca da camisinha,
use protetor solar ( para não ficar com a pele manchada ) e,
coloque sempre o cinto de segurança.

Um beijo com muito carinho,
Da sua Garota
;*



E se inda houver amor eu me apresento,
E me entrego ao princípio do oceano,
E se me atinge a onda, úmida eu tremo
esquecida de insones desenganos.

E se inda houver amor eu me arrebento
feliz, atravessada de esperança
e mesmo lacerada inda assim tento
quebrar com meu amor todas as lanças.

E se inda houver amor terei alento
para agüentar o inútil destes anos.
E não me matarei, sonhando o tempo
em que me afogarei no seu encanto

e se inda houver amor, ah, me consente
ser pasto de tua chama, astro medonho.
E se inda houver amor, eu simplesmente
apago esta ferida do meu sono.

Lucila Nogueira Rodrigues

Lagrimas por ninguém…

… Só porque é triste o fim!

ELA não precisa mais de você…

sempre o último a saber!



Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordada…, jun-tan-do
o antes, o agora e o depois
por que você me deixa tão solta?
por que você não cola em mim?

Tô me sentindo muito sozinha!
Não sou nem quero ser o sua dona…
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus segredos e planos se-cre-tos
só abro pra você mais ninguém
por que você me esquece e some?
e se eu me interessar por alguém?
e se ele, de repente, me ganha?

[...]


onde está você agora?

nem tô asim…
é só esta cidade
é só sexta feira a noite…
=/

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