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Gostoso demais de ouvir …

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Autumn Leaves
Paula Cole

Composição: Paula Cole

The autumn leaves drift by my window
The autumn leaves all red and gold
I see your lips
The summer kisses
The sunburned hand I used to hold

But since you went away
the days grow long

and soon now hear a winter song
But now I miss you most of all
My darling
And autumn leaves are starting to fall
The autumn leaves drift by my window
The autumn leaves all red and gold
I’ll see your lips
The summer kisses
The sunburned hands I used to hold
But since you went away
the days grow long and soon now hear
a winter song
I miss you most of all
My darling
When autumn leaves start to fall
When autumn…

Quando outono folhas começam a cair
Quando no Outono …

(roubado discaradamente DAQUI)

Reiventando os Caminhos

Perdas e ganhos

[achei AQUI já copiado DAQUI]

Perdi a fé.

Sem qualquer constrangimento, sem medo, saio do armário e confesso publicamente: Perdi a minha fé. Estou consciente que hei de constar no fichário condenatório do Santo Ofício. Corro o risco de ser torturado no garrote gospel.

Receberei inúmeras advertências. Minha caixa postal vai se entupir com mensagens de gente decepcionada. Serei aconselhada a não destruir o meu “futuro promissor”; vão lembrar-me do fogo do inferno, reservado para quem retrocede. Mas não há muito o que fazer, não planejei perder a fé.

Caminhei pelos porões escuros da humanidade. Conversei com pessoas carbonizadas no fogo do sofrimento. Vi crianças subnutridas, sem força sequer de sugar o peito mirrado da mãe. Li uma tonelada de tratados teológicos que tentavam explicar o sofrimento universal. Ouvi um sem-número de sermões sobre a condição humana. Temi os castigos eternos e aprendi sobre os meios que conduzem ao perdão divino. Entretanto, pouco a pouco, vi-me desgostosa com explanações, que julgava simplórias – a princípio, apenas antipatias. Depois, passei a rejeitar o que as pessoas chamavam de fé. Por fim, conscientizei-me que simplesmente não era mais condômino do edifício onde residiam muitos religiosos.

Perdi a fé em um Deus que precisa de pilha para mover o braço. Deixei de acreditar que a “Duracell” que faz Deus “funcionar” seja a fé. No passado, eu procurei mostrar à Deus toda a minha sinceridade. Eu acreditei, piamente, que, caso conseguisse acabar com a dúvida ou hesitação, seria testemunha ocular de grandes prodígios. Jejuei para mortificar a mente; eu precisava calar as minhas inquietações. Certa vez, ao lado do leito de morte de um amigo, chorei desesperadamente; não pelo amigo que agonizava, mas por mim. Eu sabia que, por mais que tentasse, nunca conseguiria demonstrar uma fé inabalável. Meu amigo morreu e eu carreguei por muito tempo, a culpa dele não ter sido curado. [pausa]

Perdi a fé em um Deus que recusa atender qualquer petição enquanto não houver santidade total. Diziam-me que Deus só ouve os “vasos” puros. Um pensamentos furtivo era suficiente para eu me sentir um lixo humano. Imaginava os difíceis graus de devoção e pureza necessários para eu poder “reivindicar” uma bênção. Vi que jamais teria acesso à bondade divina porque as minhas penitências nunca foram suficientes. Como nunca fui devidamente alva, minha imperfeição me condenava; uma cristã sem milagres, portanto, desqualificada.

Perdi a fé em um Deus que só opera nas micro-realidades. Eu acreditava que Deus intervém pontualmente, isto é, focado e restrito às complicações e necessidades de pessoas. Mas eu não me sentia inquieto. Sequer perguntava: por que essa mesma fé intervencionista não serve para resolver, por milagre, as desgraças que assolam nações e continentes? Ora, se Deus abre uma porta de emprego para um indivíduo, porque não reverte com uma simples ordem, a crise econômica que desemprega milhões?

Perdi a fé em um Deus discriminatório. Já não consigo acreditar em um Deus que pinça alguns para premiar com milagre, mas deixa muitos outros a ver navios. Não faz sentido aplicar a lógica dos bingos e das loterias nos espaços religiosos – para cada sortudo sobram milhões de azarados. Se há razões misteriosas para Deus agir assim, e ninguém pode questionar; se ele trabalha no escuro e a vida é um tapete trançado que só faz sentido do lado da eternidade, então só resta à humanidade seguir os trilhos do destino. Fé não passa de uma mera submissão à bitola do que já foi providencialmente traçado por Deus.

Perdi a fé, mas não sou incrédula.
Ganhei uma nova fé que celebra a imanência de Deus. Agora percebo que Deus não está longe, mas vive em nós e entre nós. Seu nome é Emanuel, o Deus conosco. Ele está mais próximo que nosso hálito, mais entranhado que nossa medula e mais íntimo que nossos pensamentos. E fez o seu tabernáculo no coração dos homens e das mulheres.

Ganhei uma fé que bendiz a compreensibilidade de Deus. Ele não mede nossa inadequação com critérios tão rigorosos que precisaríamos nos transformar em anjos. Como pai, Deus não leva em conta as nossas transgressões, pois se lembra que somos pó. Deus não rejeita, mas perdoa. Sua pedagogia é libertadora.

Ganhei uma fé que não espera por intervenções de Deus. Minha fé virou uma aposta: Creio que os valores do Reino são suficientes para que eu atravesse a vida sem perder a alma. Minha fé possui uma convicção: Jesus é o modelo digno de ser imitado. Estou certo que seguindo as suas pegadas serei justo, solidário e realizado.

Ganhei uma fé que não tem a expectativa de favoritismo. Busco a mesma atitude de Moisés que, diante da possibilidade do povo não entrar na terra prometida, disse: “Se eles não entrarem, risca o também o meu nome do livro da vida”. Antes de ser brindado por qualquer dádiva, espero que as crianças famintas do Congo, Darfur e sertão cearense, tenham água, comida, roupa, educação e muitos brinquedos.

Estou feliz pela fé que perdi, mas esfuziante com a nova fé que ganhei.

Identificação

[Achei no blogue da Sara]

Podem dizer que é falta de higiene ou educação, mas uma das coisas que eu adoro fazer é lamber os dedos depois de comer pipoca. Sim. Eu também gosto de usar blusinhas na altura do umbigo, de lápis preto nos olhos e de unhas cor de licor. Gosto de mudar o visual, de usar apetrechos que poucas pessoas usam, sendo denominada de ‘patricinha’, ‘rebelde’, ‘metida’. E? Continuo vivendo alegremente cada dia.

Saio com pessoas que bebem ou que são fumantes… Não bebo, não fumo e mesmo assim me divirto. Uma cervejinha? Obrigada, prefiro um coquetel sem álcool. Não vou aos lugares, com o intuito de beijar. Eu gosto de dançar a noite inteira sozinha, sem precisar me envolver com ninguém e sou feliz desse modo. Não me incomodo em andar com pessoas, que aos olhos da sociedade são mal encaradas. Elas usam piercings e tatuagens sim, mas tem um coração do tamanho do mundo. Não é o interior que importa?

Ando abraçada com meus amigos e é este carinho singelo que faz nossa amizade se fortalecer a cada dia. Bajuladora? Acho que não. Apenas demonstro às pessoas o quanto as admiro; quão bonita foi tal atitude; como aquele penteado ou roupa coube bem nela. Eu converso com o pessoal da limpeza da instituição onde estudo e não tenho receio por isso. Eles são muito educados e sinceros. E afinal, qual o problema se eu sorrio pra todo mundo? É meu jeito de ser, que ninguém vai conseguir mudar.

Poxa, deixa eu assistir aos meus desenhos animados, escrever minha poesias, enquanto arrumo minhas coisinhas, sentar no banco da praça sem companhia, só para ouvir a natureza falar comigo. Deixa eu tentar me encaixar no balanço pra voar mais alto, esconder-me atrás do poste e gostar de bolos de aniversário. Deixa eu me divertir no meu mundo maluco, onde o seu absurdo para mim é natural e o seu natural é absurdo para mim.

Eu quero fazer a jus à oportunidade de ser grão de areia numa praia de tantos outros iguais, com a certeza de que um dia serei levado pelo mar, em busca de conhecer o mais lindo do oceano. Ah! Pára de se incomodar comigo. Deixa eu ser responsável pela minha felicidade… Assim, como eu quero.

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