Arquivo da Categoria: *4* Nós


Querido coleguinha,

Eu tenho uma coleção de coisas que ganhei:

Eu tenho uma porção de desculpas que guardei. Frascos de culpas que aparentemente causei. Um vidrinho cheio de magoas que ouvi. Uns gritos de ira que ganhei de anivesário junto com lágrimas de crocodilo que ficaram presas nos meus lencinhos. Eu tenho livros que não li: o que fala de chantagens não me apeteceu e o que revela as formas de me tornar vítima eu já conheci desdos 07 anos – abandonei a leitura por volta dos 16.[carta desinteressada] Eu tenho uma caixa cheia de rancores. Tenho um barco oco que emite sempre os mesmos ecos. E tenho uma porção dobrada de vale-amigos que parece que passaram do prazo de validade por falta de utilização. Tenho uma lanterna verde que não vale nem meu esforço de trocar suas pilhas. Tenho um álbum de sorrisos antigos e amarelados. Tenho um perdão que não faço ideia de como ganhei – visto que não pedi e nem comprei. Tenho uma cadeira que me deram pra tomar chá. Tenho remédios contra indecisão que não tomarei – perdi a bula e não sou louca. Uma inveja que chegou em casa pelo vento, como não uso ela ficou meio inútil mas ocupa um espaço do caramba. Tenho egoísmos em barras que valem mais do que os medos em dinheiro que também tenho por aqui. Cismas dos outros que para evitar a fadiga segurei aqui comigo. Raiva em splay. Saquinho com asquinhos, ciuminhos e todas essa lamosidades.

Mas não gosto desses presentes.

Sabe, tem 3 dias que quero manda-los de volta para algum dos remetentes.

Para onde posso enviar os seus?

Encarecidamente,
Letícia

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Dante Milano

O amor de agora é o mesmo amor de outrora
Em que concentro o espírito abstraído,
Um sentimento que não tem sentido,
Uma parte de mim que se evapora.
Amor que me alimenta e me devora,
E este pressentimento indefinido
Que me causa a impressão de andar perdido
Em busca de outrem pela vida afora.
Assim percorro uma existência incerta
Como quem sonha, noutro mundo acorda,
E em sua treva um ser de luz desperta.
E sinto, como o céu visto do inferno,
Na vida que contenho mas transborda,
Qualquer coisa de agora mas de eterno.



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Amigos são vulneráveis

Quero ser amigo de quem eu não deva me proteger, mas que também não se sinta acuado e com medo de mim. Não creio em companheirismo lotado de suspeita. Grandes amigos são vulneráveis; conversam sem cautela; sentem-se livres para rasgar a alma e sabem que confidências e segredos nunca serão jogados no ventilador da indiscrição. Amigos preferem proteger os amigos a defender normas, estatutos e leis.

[Amig@]

[Ricardo Gondim]

Assim falou Zaratustra:

“Alguns não conseguem afrouxar suas próprias cadeias e, não obstante, conseguem libertar seus amigos. Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?”


fogo



Hoje, tomando chá.

O importante não são quantas pessoas telefonam pra você, nem com quem você saiu ou está saindo.

Também não importa se você nunca namorou.

O importante não é quem você beijou.

O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que esporte você pratica ou o colégio que freqüentou.

Na verdade, o importante não são suas notas, seu dinheiro, suas roupas ou se passou na ou pela faculdade, nem qual delas.

Na vida, o importante não é ser aceito ou não pelos outros.

O importante na vida é quem você ama e quem você fere.

É como você se sente em relação a você mesma.

É confiança, felicidade e compaixão .

É ficar do lado dos amigos e substituir o ódio por amor.

O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância e construir a confiança.

É o que você diz e o significado de suas palavras.

É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm.

Isso é importante.

 

[eu]

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