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	<title>Desanuviar &#187; prisão</title>
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	<description>desassombrar, serenar, clarear, dissipar as nuvens...</description>
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		<title>A menina e o pássaro encantado</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 18:10:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*4* Nós]]></category>
		<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
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Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
 Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1351" title="[a menina e o passaro]" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/02/y1pfJCZpT7fxpIl6kEpvTMh2fFwPp3PFWkdW-5AjquZ-0eaF99Tu4K2RXexz4SFDbdpCcTYu7fSiRI-200x300.jpg" alt="[a menina e o passaro]" width="200" height="300" /></p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.<br />
 Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.</p>
<p align="justify">Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…</p>
<p align="justify">E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.<br />
 Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.<br />
 E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.<br />
 Mas chegava a hora da tristeza.</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Tenho de ir <span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> dizia.</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">— </span>Eu também terei saudades <span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.<br />
 Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”</p>
<p align="justify">Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar.</p>
<p align="justify">Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.<br />
 Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…<br />
 A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.</p>
<p align="justify">Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…</p>
<p>-</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Ruben Alves</p>
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		<title>ah! Clarice&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 00:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*1* Eu]]></category>
		<category><![CDATA[clarice]]></category>
		<category><![CDATA[Frases Pensamentos e Afins]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
 
- Ela é tão livre que um dia será presa.
 &#8211; Presa por quê?
 &#8211; Por excesso de liberdade.
 &#8211; Mas essa liberdade é inocente?
 &#8211; É. Até mesmo ingênua.
 &#8211; Então por que a prisão?
 &#8211; Porque a liberdade ofende.
 
Clarice Lispector
 
 
 
 
 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-medium wp-image-1204 alignnone" title="[liberdade e prisão]" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/01/liberdade-e-prisão-265x300.jpg" alt="[liberdade e prisão]" width="277" height="315" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #6c8368;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;">- Ela é tão livre que um dia será presa.<br />
 &#8211; Presa por quê?<br />
 &#8211; Por excesso de liberdade.<br />
 &#8211; Mas essa liberdade é inocente?<br />
 &#8211; É. Até mesmo ingênua.<br />
 &#8211; Então por que a prisão?<br />
 &#8211; Porque a liberdade ofende.</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;">Clarice Lispector</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
]]></content:encoded>
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