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	<title>Desanuviar &#187; dia do silêncio</title>
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	<description>desassombrar, serenar, clarear, dissipar as nuvens...</description>
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		<title>Desculpas &amp; Agradecimentos</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 21:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Me desculpe por isso. Prometo que  que me esforçarei para que sejam as últimas linhas.
Não falo isso pra pranto ou vela, apenas por uma questão de memória.
 Desculpa por ter agido muita das vezes como se só eu  tivesse importância, ou ter te tratado mal, ou não ter sido perfeita  nem quando você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong>M</strong>e desculpe por isso. Prometo que  que me esforçarei para que sejam as últimas linhas.<br />
Não falo isso pra pranto ou vela, apenas por uma questão de memória.</p>
<p style="text-align: justify;"><!-- more --> Desculpa por ter agido muita das vezes como se só eu  tivesse importância, ou ter te tratado mal, ou não ter sido perfeita  nem quando você merecia. Desculpa por descontar em você coisas que você  não merecia ter ouvido, por não te entender e deixar você segurar uma  barra maior que deveria ter segurado. Desculpa por ter apoiado a base do  meu crescimento todo nas suas costas jovens. Desculpa por ter te  causado dor, por ter te feito chorar, por ter deixado você sozinho.  Desculpa por não ter estado com você todas as vezes que precisou de mim,  por ter te julgado, por ter subjugado sua capacidade de ser grande,  mesmo sendo tão novo.  Desculpa por te fazer se jogar de cabeça sabendo que  não tinha pilares pra te sustentar caso a gente caísse. Desculpa por te  forçar a crescer, por te forçar a lutar, por te forçar a ser por mim o  que ninguém jamais tinha sido.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1655"></span>Entretanto, obrigada por me fazer crescer, por desenvolver meu gosto  pelas coisas simples da vida, por me incentivar a  escrever, pelo bom humor incondicional tão vital para meus momentos de descontrole. Obrigada por ter gasto tempo comigo me consolando ou me fazer  ver as coisas. Obrigada por ter sido meu porto quando ninguém mais me  estendeu a mão. Obrigada por dividir comigo o gosto pelo esporte &#8211; e você  sabe que nós dividimos isso.  Obrigada por ter me suportado durante  tanto tempo, por ter gostado de mim e ter cuidado de mim &#8211; da forma quelhe cabia. Obrigada por  me ouvir todas as vezes, por ter tentado, se esforçado pra me fazer  feliz. Obrigada por ter sido  simplesmente bom e por ter me feito enchergar isso enquanto pode. Obrigada por ter tomado as  rédeas, por ter se entregado, por ter se importado. Obrigada por ter me colocado na sua vida  delicadamente. Obrigada por ter me feito chorar, obrigada por ter me  feito pensar se tudo que eu fazia era certo. Obrigada a me ensinar a  lutar pelo que é meu, por me ensinar que nem sempre basta gostar, é  preciso estar junto. Obrigada pelo orgulho que ensinastes meu coração a ter. Obrigada por ter sido minha primeira paixão, por  chorar num quarto de hotel, em um parque, ou em frente daquela camera. Obrigada por  cada um dos sentimentos (do amor a ira) que me fez  sentir todos os dias da nossa história. Obrigada por me ensinar  a perdoar. Obrigada por me fazer descobrir que por vezes o mais importante é se perdoar também. Obrigada pelos sonhos. Obrigada por me tornar forte, mas não imune. Obrigada por me ensinar a pedir desculpas. Obrigada por me  ensinar a ser mais humana, por me mostrar que eu não era ninguém  sozinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós ficamos por aqui, mas carregamos a alma leve, de dever cumprido,  de boas recordações.<br />
Hoje, algo além do<strong> silêncio</strong>.</p>
</div>
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		<title>Uma alegria para sempre</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 18:46:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;As coisas que não conseguem ser 
 olvidadas continuam acontecendo. 
 Sentimo-las como da primeira vez, 
 sentimo-las fora do tempo, 
 nesse mundo do sempre onde as 
 datas não datam. Só no mundo do nunca 
 existem lápides&#8230; Que importa se – 
 depois de tudo – tenha &#8220;ela&#8221; partido, 
 casado, mudado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><span style="font-family: arial black,avant garde;"><img class="size-medium wp-image-1687 alignright" title="fim" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/05/2578064250_1db5c5d0d6-300x199.jpg" alt="fim" width="300" height="199" /><span style="font-family: courier new,courier;">&#8220;As coisas que não conseguem ser <br />
 olvidadas continuam acontecendo. <br />
 Sentimo-las como da primeira vez, <br />
 sentimo-las fora do tempo, <br />
 nesse mundo do sempre o<span style="text-decoration: underline;">nde as <br />
 datas não datam</span>. Só no mundo do nunca <br />
 existem lápides&#8230; Que importa se – <br />
 depois de tudo – tenha &#8220;ela&#8221; partido, <br />
 casado, mudado, sumido, esquecido, <br />
 enganado, ou que quer que te haja <br />
 feito, em suma? Tiveste uma parte da <br />
 sua vida que foi só tua e, esta, ela <br />
 <strong>jamais</strong> a poderá passar de ti para ninguém. <br />
 Há bens inalienáveis, há certos momentos que, <br />
 <span style="text-decoration: underline;"><em>ao contrário do que pensas,</em></span> <br />
 fazem parte da tua vida presente <br />
 e não do teu passado. E abrem-se no teu <br />
 sorriso mesmo quando, deslembrado deles, <br />
 estiveres sorrindo a <span style="text-decoration: underline;">outras coisas</span>. <br />
 Ah, nem queiras saber o quanto <br />
 deves à ingrata criatura&#8230; <br />
 A thing of beauty is a joy for ever <br />
 disse, há cento e muitos anos, um poeta <br />
 inglês que não conseguiu morrer.&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;">De <em><strong>Mário Quintana</strong></em><br />
que ouvi em uma bienal do livro no principio de outros maios</p>
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		<title>5 anos.</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 14:55:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a  desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que  me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou  ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1646" title="nuvem" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/04/real_or_fake_66-300x213.jpg" alt="nuvem" width="300" height="213" /><span id="more-1645"></span></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a  desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que  me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou  ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está  vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que  escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias  que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna;  ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está  estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços,  na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e  falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o  desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a  alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse  mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o  arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige  nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao  alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente  paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é  desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros  fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta  cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é  instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque,  que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e  acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que  planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre  esteja vivo, quem quase vive já morreu.</em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://www.pensador.info/autor/Sarah_Westphal/" target="_blank">Sarah  Westphal<br />
 </a></p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #339966;"><span style="font-family: impact,chicago;"><span style="font-size: small;">Eu fui muito feliz, enquanto pude.<br />
 Obrigada.<br />
 Tem um lugar muito especial na minha vida que sempre será teu.<br />
 (Feliz dia do goleiro)</span></span></span></p>
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		<title>Protegido: Dia do silêncio (3)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 16:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
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		<title>Protegido: Dia do Silênico (2)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 15:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
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		<title>Protegido: Dia do Silêncio (1)</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 15:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
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