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	<title>Desanuviar &#187; *7* Os Outros</title>
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	<description>desassombrar, serenar, clarear, dissipar as nuvens...</description>
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		<title>Eu quero que se explôda</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 14:13:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Tempestades]]></category>
		<category><![CDATA[classe média]]></category>
		<category><![CDATA[hipocrisia]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[


 
Classe Média
Max Gonzaga
Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote CVC tri-anual
Mais eu &#8216;tô nem ai
Se o traficante é quem manda na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cxuCRE7M_ig?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/cxuCRE7M_ig?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;"><span style="color: #888888;"><span style="font-size: large;"><strong><span id="more-3758"></span>Classe Média</strong></span><br />
<span style="font-size: x-small;"><a style="color: #2244bb;" href="http://www.maxgonzaga.com.br/f_index.htm" target="_blank">Max Gonzaga</a></span></p>
<p>Sou classe média<br />
Papagaio de todo telejornal<br />
Eu acredito<br />
Na imparcialidade da revista semanal</p>
<p>Sou classe média<br />
Compro roupa e gasolina no cartão<br />
Odeio “coletivos”<br />
E vou de carro que comprei a prestação</p>
<p>Só pago impostos<br />
Estou sempre no limite do meu cheque especial<br />
Eu viajo pouco, no máximo um pacote CVC tri-anual</p>
<p>Mais eu &#8216;tô nem ai<br />
Se o traficante é quem manda na favela<br />
Eu não &#8216;tô nem aqui<br />
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera<br />
Eu quero é que se exploda a periferia toda<br />
Mas fico indignado com o Estado quando sou incomodado<br />
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão</p>
<p>O pára-brisa ensaboado<br />
É camelô, biju com bala<br />
E as peripécias do artista malabarista do farol</p>
<p>Mas se o assalto é em moema<br />
O assassinato é no “jardins”<br />
A filha do executivo é estuprada até o fim</p>
<p>Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa<br />
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal<br />
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata<br />
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal</p>
<p>Porque eu não &#8216;tô nem ai<br />
Se o traficante é quem manda na favela<br />
Eu não ´tô nem aqui<br />
Se morre gente ou tem enchente em itaquera<br />
Eu quero é que se exploda a periferia toda<br />
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta<br />
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cãozinho de liquidação</title>
		<link>http://desanuviar.freehostia.com/2010/11/caozinho-de-liquidacao/</link>
		<comments>http://desanuviar.freehostia.com/2010/11/caozinho-de-liquidacao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 18:30:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu Nublado]]></category>
		<category><![CDATA[Bayer]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[E os bichinhos tem um Amor tão lindo que quando se vão deixam o vazio feito gente.
 E Meu Grandão deixou a bola dele no canto debaixo da árvore.
 Deixou panos espalhados pela garagem.
 Deixou o espaço na casinha que não lhe cabia.
 Deixou um Pretinho abusado que mandava e desmandava quando bem lhe cabia.
 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E os bichinhos tem um Amor tão lindo que quando se vão deixam o vazio feito gente.<br />
 E Meu Grandão deixou a bola dele no canto debaixo da árvore.<br />
 Deixou panos espalhados pela garagem.<br />
 Deixou o espaço na casinha que não lhe cabia.<br />
 Deixou um Pretinho abusado que mandava e desmandava quando bem lhe cabia.<br />
 Deixou inteiros alguns sapatos.<br />
 Deixou alegria no seu pouco mais de um ano de vida.<br />
 Deixou saudades.</p>
<p><a href="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/11/OgAAAPQdUtfMvvL7WZfbUeLWg8l3perBftxSPawj19NadTp8icD2UY9ZdmDkbliQrbJzCFipZ1uROaUbIi3JNMnhaEMAm1T1UB4fQ0YR7P81BbWs-weAJuiJZ8G0.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3331" title="[Bayo]" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/11/OgAAAPQdUtfMvvL7WZfbUeLWg8l3perBftxSPawj19NadTp8icD2UY9ZdmDkbliQrbJzCFipZ1uROaUbIi3JNMnhaEMAm1T1UB4fQ0YR7P81BbWs-weAJuiJZ8G0-300x225.jpg" alt="[Bayo]" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Meu Cãozinho de Quatro e Cinquenta&#8230;<br />
 <img src='http://desanuviar.freehostia.com/wp-includes/images/smilies/icon_cry.gif' alt=':cry:' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sobre família</title>
		<link>http://desanuviar.freehostia.com/2010/10/sobre-familia/</link>
		<comments>http://desanuviar.freehostia.com/2010/10/sobre-familia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 12:46:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*1* Eu]]></category>
		<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Pancadas de Chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Tempestades]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[- ou a falta dela
 &#8211; ou a idealização dela
 -ou tudo que ocupa o lugar dela 
 &#8211; ou sobre mágoas
 &#8211; ou sobre  minha Vida





♪
Não tenho o que dizer
 São só palavras
 E o que eu sinto
  Não mudará

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">- ou a falta dela<br />
 &#8211; ou a idealização dela<br />
 -ou tudo que ocupa o lugar dela <br />
 &#8211; ou sobre mágoas<br />
 &#8211; ou sobre  minha Vida</p>
<p>
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="405" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/35H4-AR010k?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="405" src="http://www.youtube.com/v/35H4-AR010k?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999&amp;border=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><span id="more-3045"></span><span style="color: #888888;">♪<br />
Não tenho o que dizer<br />
 São só palavras<br />
 E o que eu sinto<br />
 </span><strong><span style="font-size: medium;"><span style="color: #888888;"> Não</span></span></strong><span style="color: #888888;"> mudará</p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>onde já não havia muros</title>
		<link>http://desanuviar.freehostia.com/2010/10/onde-ja-nao-havia-muros/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Oct 2010 19:12:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*1* Eu]]></category>
		<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu Aberto]]></category>
		<category><![CDATA[Tempestades]]></category>
		<category><![CDATA[Muros muralhas e passarinhos]]></category>
		<category><![CDATA[perdão]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, li algo que me fez lembrar um dia, em certo bar. Já se passaram algumas estações, mas é estranho como algumas coisas ficam . Ou não, por vezes vem à memória apenas para lembrar que ainda estamos viv@s, apesar dos dias envelhecerem nossos sonhos.
 Aquele seu sorriso bobo, o ar sem graça. Me esperar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje, li <a href="http://calmaqueficapior.wordpress.com/2010/09/27/da-prescricao/">algo</a> que me fez lembrar um dia, em certo bar. Já se passaram algumas estações, mas é estranho como algumas coisas ficam . Ou não, por vezes vem à memória apenas para lembrar que ainda estamos viv@s, apesar dos dias envelhecerem nossos sonhos.<br />
 Aquele seu sorriso bobo, o ar sem graça. Me esperar levantar  da mesa e me cercar &#8216;casualmente&#8217; quando já ia embora depois de me observar a noite toda. E eu, que tive que fingir toda aquela segurança, apenas dizer que estava de passagem pela cidade e comentar que estaria no Estádio no dia seguinte.<img class="alignright size-full wp-image-3036" title="[perdão]" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/10/4245532158_558e759f64.jpg" alt="[perdão]" width="202" height="250" /><br />
 <span id="more-3035"></span>E você que nem gosta de futebol assistiu um jogo ruim, de penúltimos colocados  com 1.200 pagantes, apenas pra conversar comigo. E tentar ser sincero, uma sinceridade que não lhe cabia. E tentar pagar uma dívida cujo os juros já encobriam as fronteiras do certo e errado, bem e mal.<br />
 Eu contei então <a href="http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2007/07/18/carregando-o-que-ja-foi-deixado-para-tras/">uma história simples</a>. E seu sorriso se desfez. Engoliu seco  e o fato d&#8217;eu não mais me importar com os erros e acertos da sua vida, mudaram todo o rumo da prosa. Confessar que eu não merecia aquilo, balançou meu orgulho e te libertou pra ser feliz, ou melhor: para fazer outras pessoas felizes. Tive o ar de dever cumprido.<br />
 Você achando que perdão implica relacionamento. E eu me libertando disso tudo.<br />
 Ao final você falou da poesia, <a href="http://desanuviar.freehostia.com/2009/09/o-livro-amarelo/">como falávamos</a> nos  tempos que os sonhos eram outros. E tudo que guardo de você hoje é um sorriso de fim de tarde, poético e simples.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">E é claro, a maturidade das almas livres.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>E ela minha irmã de coração</title>
		<link>http://desanuviar.freehostia.com/2010/09/e-ela-minha-irma-de-coracao/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 17:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*4* Nós]]></category>
		<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Dia de Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Layanne]]></category>

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		<description><![CDATA[
No meio da tarde me vem com essa: Tô noiva. [Olhinhos brilhando] Como assim? Vou casar! Com direito a vestido branco, reunião de amigos e um buquê bem bonito pra você pegar!

Essa onda de casamentos 
 deixa meus olhos marejados.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2785" title="copos-de-leite" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/09/copos-de-leite-150x150.jpg" alt="copos-de-leite" width="75" height="75" /></p>
<p>No meio da tarde me vem com essa: Tô noiva. [Olhinhos brilhando] Como assim? Vou casar! Com direito a vestido branco, reunião de amigos e um buquê bem bonito pra você pegar!</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #888888;"><span id="more-2783"></span>Essa onda de casamentos <br />
 deixa meus olhos marejados.</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Outro dia</title>
		<link>http://desanuviar.freehostia.com/2010/09/outro-dia/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 16:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*4* Nós]]></category>
		<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Eramos 5]]></category>
		<category><![CDATA[Real]]></category>

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		<description><![CDATA[estive com ele, veio me perguntar como ela estava. Respondi que  passava bem, o casamento está marcado e a casa nova quase toda mobiliada. Vai se mudar novamente de cidade, já fez amigos na nova faculdade e, ainda mais, finalmente quitou as dívidas do  passado. Vou vê-la no fim de setembro &#8211; acrescentei, sou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">estive com ele, veio me perguntar como ela estava. Respondi que  passava bem, o casamento está marcado e a casa nova quase toda mobiliada. Vai se mudar novamente de cidade, já fez amigos na nova faculdade e, ainda mais, finalmente quitou as dívidas do  passado. Vou vê-la no fim de setembro &#8211; acrescentei, sou madrinha. Ele ouviu calado, com um meio sorriso e um silêncio que refletia seus pensamentos. Ouvi a lágrima que se derramou dentro dos olhos que tentavam ser indiferentes e uma mão rápida que tratou de esconde-la. Mas somente uma,  a noite se encarregou das outras.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2739"></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #888888;">Não sei o que pensar desse tipo de gente.<br />
 </span>♫‏<img class="alignright size-thumbnail wp-image-2740" title="[sorte]" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/09/sorte-150x150.jpg" alt="[sorte]" width="75" height="75" /><br />
 <a href="http://letras.terra.com.br/skank/36668/">Sim, eu sei que ela só vai<br />
 Achar alguém pra vida inteira<br />
 Como você não quis&#8230;</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Céu Azul de uma cidade sem lembranças.</title>
		<link>http://desanuviar.freehostia.com/2010/09/o-ceu-azul-de-uma-cidade-sem-lembrancas/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 03:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Intelectualidades]]></category>
		<category><![CDATA[Caesium-Céu azul-Césio]]></category>
		<category><![CDATA[esquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Goiânia]]></category>
		<category><![CDATA[lembrança]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>

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		<description><![CDATA[História e memória coletiva
Silêncio define o que deve ou não ser lembrado
Celina Fernandes Gonçalves Bruniera*
 
O silêncio pode ser uma forma de controlar o que é transmitido. Exercido pelos grupos sobre as memórias individuais, ele define o que deve ou não deve ser lembrado para compor a memória coletiva.
No decorrer da história, muitas vezes isso se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="background-color: initial; color: #be3201; text-transform: none; font: normal normal bold 1.3em/normal arial; position: static; top: 1em; left: 1em; width: auto; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; text-align: justify; background-position: 0px 50%; padding: 0px; margin: 0px;">História e memória coletiva</h1>
<h2 style="font: normal normal bold 1.8em/normal arial; color: #000000; text-align: justify; padding: 0px; margin: 0px;">Silêncio define o que deve ou não ser lembrado</h2>
<p style="text-align: justify;">Celina Fernandes Gonçalves Bruniera*</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O silêncio pode ser uma forma de controlar o que é transmitido. Exercido pelos grupos sobre as memórias individuais, ele define o que deve ou não deve ser lembrado para compor a memória coletiva.</p>
<p style="text-align: justify;">No decorrer da história, muitas vezes isso se manifesta de forma clara. Nesses casos, o controle é um inimigo que podemos identificar e contra o qual podemos lutar. Mas também surge de forma mais sutil, nem por isso menos autoritária e violenta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-2463"></span>Sem interlocutores</strong><br />
 Quando não se encontram interlocutores, quando se tem a sensação de que o que for falado não será compreendido, não existe um contexto para acolher o conteúdo das memórias individuais.<br />
 A ausência desse contexto resulta de um processo de declínio da memória histórica, marcado pela quase impossibilidade, hoje, de tomarmos posse da nossa própria história. Esse processo parece, muitas vezes, não ter agentes. Isso dificulta a identificação das forças que atuam para silenciar as memórias individuais e impede que se questione o destino de alguns acontecimentos na história.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Controle da memória coletiva</strong><br />
 A reconstrução do passado está limitada porque encontra dificuldades em ser elaborada. E também pela ação dos próprios agrupamentos a que pertencemos: eles controlam a configuração da memória coletiva.<br />
 Esses agrupamentos se empenham em reter do passado o que convém à sua representação do presente. Esta é moldada por quem dispõe dos meios para sua difusão. Com esse objetivo, são escolhidos aqueles que estão autorizados a falar. É um trabalho de enquadramento da memória e de controle da imagem oficial.<br />
 Os discursos organizados dão à memória coletiva uma certa configuração a partir da definição do que será lembrado e de quais lembranças serão proibidas.<br />
 Os conteúdos da história individual são impedidos de contribuir para uma reflexão sobre o passado. São esquecidos, em virtude da ação dos discursos organizados, ou não são visíveis, porque se encontram diluídos na memória coletiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apenas o autorizado permanece</strong><br />
 O que está autorizado a ser lembrado se cristaliza, permanece no tempo e dá um determinado destino aos acontecimentos históricos.<br />
 Esse destino seria outro, se o conteúdo das memórias individuais pudesse ser revelado, incorporado à memória coletiva e ganhasse visibilidade.<br />
 O processo de enquadramento da memória implica na destituição do homem, principalmente do homem simples, da condição de fazer história. O conteúdo das histórias individuais é silenciado e as ações de grupos ou homens que não pertençam aos círculos oficiais são praticamente impedidas de ganhar relevância.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: justify; padding: 0px;"><strong>*Celina Fernandes Gonçalves Bruniera </strong>é mestre em sociologia da educação pela Universidade de São Paulo e assessora educacional. Este texto pode ser lido do mesmo modo [<a href="http://educacao.uol.com.br/sociologia/ult4264u11.jhtm">aqui oh</a>].</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: justify; padding: 0px;"> </p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: justify; padding: 0px;"> </p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: center; padding: 0px;"> </p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: center; padding: 0px;"> </p>
<p><!--more--></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: center; padding: 0px;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: center; padding: 0px;"><img class="size-medium wp-image-2464 aligncenter" title="[Leide das Neves]" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/09/IMG17-713-1185-300x191.jpg" alt="[Leide das Neves]" width="300" height="191" /></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: justify; padding: 0px;"><span style="color: #c0c0c0;">Andando pela cidade, visitando os locais da catástrofe ela não entendia o porquê da memória tão curta.<br />
 Sentiu vergonha. Sentiu medo e uma leve dor de cabeça.<br />
 Viu o descaso, viu terrenos abandonados.<br />
 Viu ruas esquecidas. Casas antigas.<br />
 Viu o silêncio.<br />
 Viu uma cidade que tenta esquecer.<br />
 Que cria parques e dorme todas as noites tranqüila.<br />
 Nenhuma placa, nenhum sinal.<br />
 Descaso.<br />
 Do latim Caesium. Céu azul.<br />
 Azul.<br />
 Da cor do céu da cidade que o (des) encobre. </span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: justify; padding: 0px;"><a href="http://perigoconcreto.blogspot.com/2010_01_17_archive.html"><span style="color: #ffffff;"><strong><span style="font-size: small;">Dia 13 agora fará apenas 23 anos</span></strong></span></a><span style="color: #ffffff;"><strong><span style="font-size: small;">.</span></strong></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; text-align: justify; padding: 0px;"><span style="color: #c0c0c0;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>o ano era 2003</title>
		<link>http://desanuviar.freehostia.com/2010/02/o-ano-era-2003/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 22:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*1* Eu]]></category>
		<category><![CDATA[*5* Vós]]></category>
		<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Tempestades]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Eramos 5]]></category>
		<category><![CDATA[Feyerabend]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Muros muralhas e passarinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[I know, i know&#8230;


&#8220;A depressão esteve comigo durante um ano; como um animal, distintamente, uma coisa que se podia encontrar no espaço. Eu poderia levantar, abrir meus olhos, escutar &#8212; Ela está aqui ou não? Nem sinal. Talvez esteja dormindo. Talvez ela me deixe em paz hoje. Cuidadosamente, muito cuidadosamente, eu saio da cama. Tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-large;"><span style="color: #ffffff;"><strong>I know, i know&#8230;</strong></span></span></p>
<p><img src="file:///C:/DOCUME%7E1/LETCIA%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.png" alt="" /><br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-1453" title="feyerabend" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/02/feyerabend-212x300.jpg" alt="feyerabend" width="212" height="300" /></p>
<div>&#8220;A depressão esteve comigo durante um ano; como um animal, distintamente, uma coisa que se podia encontrar no espaço. Eu poderia levantar, abrir meus olhos, escutar &#8212; <span style="color: #000099;"><strong>Ela está aqui ou não? Nem sinal. Talvez esteja dormindo</strong></span>. Talvez ela me deixe em paz hoje. Cuidadosamente, muito cuidadosamente, eu saio da cama. Tudo está em silêncio. Eu vou até a cozinha, começo a preparar o café. Nenhum barulho. TV -Bom dia América-, David Qual-é-seu-nome. Eu como e vejo os convidados. Lentamente a comida preenche meu estômago e me dá força. Agora uma rápida ida ao banheiro e saio para minha caminhada matinal &#8211; e lá está ela, minha fiel companheira, a depressão: <strong><span style="color: #660000;">&#8220;Achou que poderia sair sem mim?&#8221;.</span></strong></div>
<div><strong><span style="color: #660000;"><br />
</span></strong></div>
<p style="text-align: center;">Feyerabend &#8230;</p>
<div style="text-align: right;"><strong><span style="color: #660000;"><a href="http://blogdamartabellini.blogspot.com/">[vi aqui]</a><br />
</span></strong></div>
]]></content:encoded>
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		<title>A menina e o pássaro encantado</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 18:10:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*4* Nós]]></category>
		<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>

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		<description><![CDATA[
 
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
 Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1351" title="[a menina e o passaro]" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/02/y1pfJCZpT7fxpIl6kEpvTMh2fFwPp3PFWkdW-5AjquZ-0eaF99Tu4K2RXexz4SFDbdpCcTYu7fSiRI-200x300.jpg" alt="[a menina e o passaro]" width="200" height="300" /></p>
<p align="justify"> </p>
<p align="justify">Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.<br />
 Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.</p>
<p align="justify">Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…</p>
<p align="justify">E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.<br />
 Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.<br />
 E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.<br />
 Mas chegava a hora da tristeza.</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Tenho de ir <span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> dizia.</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">— </span>Eu também terei saudades <span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.<br />
 Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”</p>
<p align="justify">Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar.</p>
<p align="justify">Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.<br />
 Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…</p>
<p align="justify"><span style="font-family: &quot;Times New Roman&quot;; font-size: 12pt;">—</span> Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…<br />
 A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.</p>
<p align="justify">Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…</p>
<p>-</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Ruben Alves</p>
]]></content:encoded>
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		<title>I&#8217;ll stay with you for all of time</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 03:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Aleatoriedades]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Wherever You Will Go]]></category>

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		<description><![CDATA[
When I&#8217;m gone you&#8217;ll need love to light the shadows on your face
 If I could, then I would
 
 
 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1213" title="If I could, then I would I'll go wherever you will go" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2010/01/sombras04jpg-300x240.jpg" alt="If I could, then I would I'll go wherever you will go" width="300" height="240" /></p>
<p style="text-align: center;">When I&#8217;m gone you&#8217;ll need love to light the shadows on your face<br />
 If I could, then I would</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dois mil e dez</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 02:25:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[2010]]></category>
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		<category><![CDATA[imagem]]></category>

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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-983" title="recomeço" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2009/12/20081015183106.jpg" alt="recomeço" width="500" height="500" /></p>
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		<title>Dois mil e nove</title>
		<link>http://desanuviar.freehostia.com/2009/12/dois-mil-e-nove/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 01:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Ano Novo]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-990 aligncenter" title="música" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2009/12/Pétalas-de-música.jpg" alt="música" width="480" height="360" /></p>
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		<title>Deus perdoai aqueles que pediram chuva&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 17:17:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Aleatoriedades]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[msn]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[

achei a frase no msn hoje&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-471" title="chuva" src="http://desanuviar.freehostia.com/wp-content/uploads/2009/09/tira8541.gif" alt="chuva" width="740" height="240" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>achei a frase no msn hoje&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O livro Amarelo</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 05:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*1* Eu]]></category>
		<category><![CDATA[*4* Nós]]></category>
		<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Dia de Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Gibran]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>
		<category><![CDATA[Muros muralhas e passarinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Naquela tarde nublada,  em outro atipico mês de agosto, uniformizados, sentados no meio fio, lemos poesia juntos pela primeira vez.  Você me ensinou a Amar poesia enquanto recitava Gibran pra mim.
Frequentemente no endividamos
 com o futuro

para pagar as dívidas do passado
 
Não vejo a hora em que chegue a eternidade:
lá encontrarei
as poesias que não escrevi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Naquela tarde nublada,  em outro atipico mês de agosto, uniformizados, sentados no meio fio, lemos poesia juntos pela primeira vez.  Você me ensinou a Amar poesia enquanto recitava Gibran pra mim.</p>
<blockquote><p><em>Frequentemente no endividamos</em><br />
 <em>com o futuro</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><em>para pagar as dívidas do passado</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Não vejo a hora em que chegue a eternidade:</em></p>
<p><em>lá encontrarei</em></p>
<p><em>as poesias que não escrevi e os quadros que não pintei</em></p>
</blockquote>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Um livro de capa amarela da biblioteca que riscamos a lápis.</p>
<p>Você me disse que duas pessoas que leem poesia juntos tem sua alma ligadas pra sempre e que deveriamos nos casar com alguem que lesse poesia para nós. Eu disse que você se casaria com alguém que odiasse poesia, porque ai quando você lesse ia lembrar só de mim. Já que nossas almas já estavam unidas seriamos pra sempre um do outro. Você riu (como adorava rir daquele meu ar inocente), tirou do meu rosto uma mecha de cabelo, colocando-a para traz da orelha e disse que eu também me casaria com alguém que não gostaria de poesia, mas me apaixonaria por qualquer um que lesse poesia.</p>
<blockquote><p><em>Vim para dizer uma palavra e a direi</em></p>
<p><em><br />
Caso a morte me atinja</em></p>
<p><em>antes que eu a pronuncie</em></p>
<p><em>o futuro haverá de proferi-la</em></p>
<p><em><br />
O futuro, de fato,</em><em> não deixa segredos</em></p>
<p><em>no livro Infinito</em></p>
<p><em><br />
Aquilo que hoje eu digo com um só voz,</em></p>
<p><em>haverá o futuro de repeti-lo com muitas vozes.</em></p>
</blockquote>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>&#8220;Você não ama o poeta, ama o poema. Alma doce e apaixonavél precisa ser acalentada pela arte&#8221;.</p>
<p>Eu te dei língua. Você riu mais uma vez.</p>
<p>- A verdade é que a poesia será só sua, não vai dividi-la com quem se casar, você é egoista demais para isso.</p>
<p>-Você se casará com uma mulher fútil demais para entender arte</p>
<p>-Você vai discutir política, futebol e religião com seu marido, não arte.</p>
<p>- Ark! (Eu tinha 13 anos e não gostava de política, futebol nem religião)</p>
<p>- E você vai se esquecer de mim enquanto sua alma endurece com esses &#8216;assuntos importantes&#8217;.</p>
<p>- Você vai arrumar alguém que nem esses assuntos converse com você.</p>
<p>- (Riso) Eu sei. Aqueles que amam a arte são sozinhos por natureza, se encontram na solidão e nas poucas almas que sentem o mesmo. Eu não procuro mulher como você, que possa entender minha alma. Já te encontrei.</p>
<p>- (Olhos brilhando de encanto, baixos , envergonhados) Será que essa sina vai me perseguir por toda vida?</p>
<p>- Que sina?</p>
<p>- Amar poesia. E ser apenas  a melhor amiga do poeta.</p>
<blockquote><p>- &#8220;Mas és escravo da pessoas que amas,</p>
<p>porque a amas,</p>
<p>e és escravo da pessoa que te ama,</p>
<p>porque te ama.&#8221;</p>
</blockquote>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Havia um  livro de capa amarela da biblioteca que risquei a lápis. Jurei que apagaria depois. Você riu, disse que voltaria dez anos depois na escola e ainda encontraria o livro riscado. Pode voltar.</p>
<p>Não vai acha-lo mesmo, roubei o livro poucos anos depois. Hoje encontrei na minha estante, velho, amarelo e riscado.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<pre style="text-align: right;"><small><small><small><span style="font-size: small;">(Trechinhos de Kahill Gibran:
 No Futuro e Liberdade e Amor.
 No livro: Para além das palavras, 1995.)</span></small></small></small></pre>
<blockquote><p><em><br />
 </em></p>
</blockquote>
<p><em><br />
 </em></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ah Brasília&#8230;</title>
		<link>http://desanuviar.freehostia.com/2009/09/ah-brasilia/</link>
		<comments>http://desanuviar.freehostia.com/2009/09/ah-brasilia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 18:24:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lê.tícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[*1* Eu]]></category>
		<category><![CDATA[*4* Nós]]></category>
		<category><![CDATA[*7* Os Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Céu Aberto]]></category>
		<category><![CDATA[Dia de Sol]]></category>
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		<category><![CDATA[sérgio sampaio]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;Quase que me sinto em casa em meio a suas asas
 E &#8220;dáblius&#8221; e &#8220;eles&#8221; e eixos e ilhas, Brasília
 Cidade que um dia eu falei que era fria
 Sem alma, nem era Brasil
 Que não se tomava café numa esquina
 Num papo com quem nunca viu&#8221;


sérgio sampaio

 


Minha Brasília é outra:

 
Um Amigo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"><span style="color: #ffffff;">&#8220;Quase que me sinto em casa em meio a suas asas<br />
 E &#8220;dáblius&#8221; e &#8220;eles&#8221; e eixos e ilhas, Brasília<br />
 Cidade que um dia eu falei que era fria<br />
 Sem alma, nem era Brasil<br />
 Que não se tomava café numa esquina<br />
 Num papo com quem nunca viu&#8221;</span></span></em></div>
<div><span style="color: #ffffff;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: right;"><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"><span style="color: #ffffff;">sérgio sampaio</span></span></span></div>
<div style="text-align: right;"><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"><br />
 </span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"><span id="more-368"></span></span></span></div>
</blockquote>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">Minha Brasília é outra:</span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"><br />
 </span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">Um <a href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?rl=pc&amp;uid=9826292792466750866&amp;aid=1251007706&amp;pid=1251659075752$pid=1251648160767">Amigo</a> que me faz poesia</span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"> </span></span><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"> </span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">Um <a href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?rl=pc&amp;uid=9826292792466750866&amp;aid=1251007706&amp;pid=1251659075752$pid=1251646378379">Amigo</a> que me faz ouvir tango</span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">A <a title="Juju" href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?rl=pc&amp;uid=9826292792466750866&amp;aid=1251007706&amp;pid=1251659075752$pid=1251659075752" target="_self">Amiga</a> de alma Alegre</span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"> </span></span><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">Um <a title="Val" href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?rl=pc&amp;uid=9826292792466750866&amp;aid=1251007706&amp;pid=1251659075752$pid=1251646018796">Amiga</a> muito amada que some,</span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">Uma <a title="Talita" href="http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?rl=pc&amp;uid=9826292792466750866&amp;aid=1251007706&amp;pid=1251659075752$pid=1251644254682">Amiga</a> que muito me escreve</span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">Os aniversários sempre no mesmo bar</span></span></div>
<div>A vida em outro ritmo</div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"><br />
 </span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">Em meio a tardes quentes e frias de uma outra cidade, mas bela, mas alegre, mas viva</span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">Sinto que minha vida se encaixa em um pouco de lucidez da outra cidade</span></span></div>
<div><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;">Nem é saudade</span></span></div>
<h2><span style="font-family: verdana; font-size: 100%; color: #545559;"><span style="font-size: 13px; line-height: 18px;"><strong><big><big>Só vontade</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><strong><big><big><img title="UnB" src="http://lh3.ggpht.com/_bSiirAPQ4aU/SqFZ_xJy9nI/AAAAAAAAARQ/-lGgzeDZSGo/s400/DSC08049.JPG" alt="Alamedas Biblioteca-Reitoria" width="400" height="300" /></big></big></strong><p class="wp-caption-text">Alamedas Biblioteca-Reitoria</p></div>
<p></big></big></strong></p>
<p><strong><big><big>&#8230;</big></big></strong></p>
<p></span></span></h2>
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